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O AMOR LATENTE

Por Dra. Susana Spencer Bruno

Advogada, professora universitária, Mestre em Direito, sócia fundadora do Escritório Vilas-Bôas & Spencer Bruno Advocacia e Assessoria Jurídica.

 

Atendi a uma linda e jovem senhora que tinha uma realidade bastante comum. Possuía uma filha iniciando a fase da adolescência, fruto de um casamento desfeito. Ela, já estava casada há alguns anos com outra pessoa.

O pai da menina, profissional liberal, valendo-se da morosidade do Poder Judiciário, a bem dizer pensionava a filha da forma como queria.

O término desse tipo de relação conjugal – com filhos – não se traduz no rompimento do vínculo com outro. Saber lidar, conviver, dialogar com aquele cuja relação amorosa findou, num primeiro momento, é para poucos.

Sobrepor a necessidade do convívio, das conversas às mágoas que a relação amorosa gera é algo que deve ser trabalhado. E que dá trabalho trabalhar e isso será alvo em outro momento.

No caso apresentado, o fim da relação conjugal já se estabilizou com a chegada até mesmo de outras pessoas. Mas perdurava a forte animosidade.

Ao final de uma audiência de conciliação, num dos entraves para exigir o pagamento da pensão para a filha, o homem disse para a mulher: “seu problema é que casou com um ‘banana’ e por isso nunca deixou de me amar. Ele não foi capaz de fazer você me esquecer. Eu sim fui o grande amor de sua vida e sempre serei!”.

Eu, olhei estupefata aquele discurso bizarro, mas constatei que teria a reação da linda senhora e aguardei.

A mulher, calmamente, respondeu: “você tem razão, em parte, porque o grande amor da minha vida realmente ele não é o grande amor da minha vida. E nem você. Você foi a minha opção! Você foi o que estava disponível na hora. Meu grande amor foi “X” que era meu noivo um pouco antes de você me conhecer. Você já o viu, inclusive.  E você não foi capaz de me fazer esquecê-lo. Ele, sim, ainda é o grande amor da minha vida.

Hoje, aprendi a gostar do meu atual marido, que me trata bem e cuida da sua filha como se dele fosse. Obrigada por me mostrar tudo isso. Você não serve nem para ser presente na vida da filha que você ajudou a pôr no mundo. Mas tem quem a ame a ponto de fazer suas vezes e, por sinal, muito bem feito.

Virou-se e falou pra mim: acabou! Se ele quiser, pensiona a filha; se ele quiser, veja a filha. Lá na frente, ela resolve essa situação com ele. Se ela quiser. E seguiu adiante, com passos firmes.

E daí surgiu a minha reflexão: “coleciono na vida profissional estórias do ‘verdadeiro amor’ que ficou pra trás, mas que não é uma página virada. Vieram novas relações. Vieram filhos, mas o ‘verdadeiro amor’ está lá, latente e pra sempre… e a vida segue”

E a outra reflexão: que papais e mamães exerçam com consciência à sua função na vida dos filhos. A criança tem o direito de ter o pai e a mãe presentes, auxiliando, educando, amando, participando ativamente de sua vida. Reserve um tempo para os filhos, para brincar, para conversar, para curtir, pois na sua velhice, na sua doença, dependerá deles. Aí, a colheita será exatamente o que foi plantado…

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